Eu soube o tempo todo que era você. E, no
entanto, hoje em dia isso não adiantaria mais nada, entende? O simples saber.
Eu sei de muitas coisas que não faz a menor diferença se eu sair por aqui
contando. Então eu guardo, assim como faço com você. Guardo na lembrança.
Porque te esquecer eu já tentei, mas isso não existe, não funciona, não é
opção. Então aprendi a viver com isso. E desde que aprendi tudo se tornou mais
ameno e melhor. Sempre respondo que estou ótima... e sempre estou. Porque eu não
sinto mais a sua falta. Porque eu acho que não sinto mais nada. E, pela
primeira vez me permito fazer as maiores loucuras e gostar disso sem me
preocupar. Não sei se devo agradecer alguém, talvez só a mim mesma. Pela
espera, pelas sensações que nunca ignorei. E por favor, não descubra que o
tempo todo era eu, porque agora acho que não adianta mais.
domingo, 29 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Fases em frases
Pequenas promessas de bons
momentos.
Momentos curtos, mas promissores.
Beijo que vale a pena
esperar.
Sexo que vale a pena
experimentar.
Uma vida traduzida em
segundos.
Ou os segundos que valem
pra vida toda.
O melhor amor.
O maior tesão.
A saudade, o sonho, o
desvio de pensamento.
É tanta gente que passa
por aqui
Nessa cabeça, nesse
coração...
Ou apenas por esses olhos.
E que ficam, ou que vão.
E a gente é gente que
passa por aí
Em outras cabeças, outros
corações.
Ou apenas por outros olhos.
Sem saber as emoções que
provocou
Se é tentador, por que não
tentar então?
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Por enquanto é isso
Eu
quero é construir pontes de mãos dadas
E
caminhar por elas sem medo de cair
Parar
um instante nas beiradas
Observando
o curso da água seguir
Atravessar
indo e voltando
Ora
sozinha, ora em bando
Em
silêncio ou cantarolando
Sem
pressa, andando
Quero
com elas abraçar os dois lados
Para
que todos se sintam amados
E
não hajam discriminados, violados, violentados
Apenas
pessoas iluminadas
Porque
eu quero é construir pontes de mãos dadas
sábado, 31 de dezembro de 2011
Boas idas e vindas
Eu te recebo como alguém
Que recebe uma notícia boa.
Com um sorriso à toa
Como uma cura
Ou um presente de formatura.
Que seja difícil o suficiente para
motivar
E que eu não deixe a oportunidade passar
Porque a gente tem mania de querer mais
E espera chegar sem correr atrás
Eu te recebo dentro do meu peito
Porque virá de qualquer jeito
E espero que eu te faça melhor
Mais risadas, menos dor
E umas gotas de suor
Então que venha
Porque dessa vez eu arrisco
Nessa crença de que tudo muda
Depois da virada
O que era rabisco
E destaque em livros de auto ajuda
Vira promessa a ser cumprida
E motivo da minha luta.
domingo, 25 de dezembro de 2011
‘’All I want for Christmas’’
De feriados capitalistas
Estou cheia e vazia
Os presentes que eu queria
Estão ausentes neste dia
E não me vejo mais
Como antes eu via
Como menina esguia
Que vivia e escrevia
E hoje só sonha e fantasia
Agora disseram que o mundo acabaria
Pois o mundo que eu conhecia
Aguentou o quanto podia
Toda rebeldia
Toda guerra fria
Toda sua cria
Não foi como devia
Mas bem que poderia
Ter acabado em poesia
Então se pudesse, eu desejaria
Devolver a alegria
Em forma de mercadoria
Se precisasse, venderia
Porque parece ser de mais valia
Já que de graça ninguém aprecia
Será que assim o mundo se salvaria?
sábado, 24 de dezembro de 2011
Querido Papai Noel
O espírito de natal, a vontade de
parecer feliz e fazer outra pessoa feliz dentro dos padrões e princípios do
capitalismo, é claro, fica camuflado na fôrma de gesso ou de minúsculas
lâmpadas coloridas, fortalecendo cada vez mais a indústria cultural.
Em meio a boletos, notas fiscais,
recibos, cheques pré-datados e cartões de crédito; existe aquela vontade oculta
e desesperada de fingir ser mais e poder mais.
O egoísmo já não é tão aparente, se
esconde atrás dos embrulhos, dentro das embalagens, amarrados, com um laço de
fita...
...e eu não me espantaria
se visse um dia
o espírito de natal
estampado na nota de um real.
Dezembro/2006... é antigo mas fui eu quem escreveu e a ideia
permanece nos dias de hoje, infelizmente.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Amor próprio
A gente fala de amor.
Ouve, respira, lê
O tempo todo, em todo lugar.
Enxerga cor
Num mundo antes P&B
Brinca com degradê
Até se cansar
A gente sente amor
Pela pessoa que vem vindo
Só para fazer o mundo mais lindo
Pelos pais, irmãos, animais de estimação.
E por você, primeira pessoa do singular
não conjugada, nada?
Nem uma lembrancinha importada?
Personalizada?
Um carinho, um presentinho?
Um novo vestido?
Ou apenas palavras sem sentido,
Ao pé do próprio ouvido?
Ser indiferente ao reflexo do espelho
Machuca que a gente nem percebe
Então a gente bebe
E se dá conta que deixar o outro de lado
não é errado
Quando se está do lado oposto
No posto de rejeitado
Se dissolvendo em desgosto
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