domingo, 1 de dezembro de 2013

Incomplet_

Saia da minha cabeça ou entre na minha vida!
Não me venha com meios termos. Se for assim, melhor nem sermos.
E se não vier por inteiro. Nem tire minha cabeça do travesseiro


Se conforma com mais ou menos, quem sonha sonhos pequenos.


E eu sonhei com você.


Mas perdoe o devaneio, é que você não veio
Talvez eu não tenha dito antes, mas parecíamos tão distantes
E passei a te querer perto, como tudo que é certo
Pra tudo, pra nada, por hoje, pra sempre.
Perdi coragem, oportunidade, razão

e então…



sábado, 30 de novembro de 2013

às voltas

Eu e você nem sempre somos nós
aliás, nem sempre somos... eu e você de fato
podemos ser outras pessoas
em outro tempo, outro retrato
ou outras pessoas podem ser a gente
imperceptivelmente
eu posso ser você
você pode ser eu
num piscar de olhos
ou num fechar de olhos,
despretensioso ou proposital
e, em todas essas idas, paradas e vindas
em todos esses nós apertados
de desencontros encontrados
podemos ainda, nunca sermos nós.



domingo, 24 de novembro de 2013

Doação.

Existe bazar, leilão
tantos tipos de comercialização
e a gente ainda insiste em, simplesmente, dar o coração

Há tantos passando fome
gente sem casa, sem nome
que não se farta com o que se consome
quando ganhado de bom grado
sem ser ligeiramente cobrado

Não há valor no que se recebe
se não for uma troca breve
em centavos, parcelados, um doze avos
escambo ou outros valores reais
pague menos, leve mais

Propaganda enganosa
de noite maravilhosa
vida gostosa
mundo cor de rosa

Há desconfiança no que vem de graça
tão certa como tudo que passa

Mas a gratidão é um pagamento
que não sai do bolso
que não solicita senha sequer
como o brilho das moedas esquecidas num bueiro qualquer



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Nem tudo é

Se eu disser sim
O que vai acontecer?
Vai dar vontade de te ver
Hoje, amanhã e no dia seguinte?
Ou quem sabe na próxima vida
Alguma coisa vai mudar
Dessas fáceis de notar?
A gente vai poder voar,
O mundo vai parar,
Vou aprender a te gostar? Será?
Vai ter beijo jogado de longe
Cama bagunçada
Promessas extraordinárias?
E se eu disser não?
Não me diga que vai ter briga?
E fazer as pazes com macarrão
Boliche, música, sorvete com cereja.
Porque nem tudo é sexo
Nem tudo é beijo na boca
E mesmo que seja
Como acreditam por aí
Que tudo é melhor aos pares
Olhos, mãos, amores
As cores são muitas e o sonho pode ser de um só
Nem sempre a felicidade é assim
Fruto de um simples sim

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Estático

Sabe quanto tempo eu fiquei olhando pra você hoje? Bem aqui, dentro da minha cabeça, dentro de mim? Imaginando, apenas. Sabe quanto tempo você está aqui? Estático, olhando para mim? Querendo me dizer alguma coisa... será? Ou não. Esboçando o que poderia ser um sorriso, enquanto eu rio sozinha ao lembrar dos nossos (des)encontros. Gosto de te guardar assim, olhando para mim, enigmático, sedutor. Poderia te emoldurar, mas assim não saberia do que pode ser capaz. O que pensa, o que faz... Enquanto você nem imagina. Pare com essas circunlocuções! Protesto à mim mesma. Quero ver suas expressões, seus movimentos, te conhecer, sentir seu gosto mais uma vez...

sábado, 14 de setembro de 2013

Pesadelos

Pesadelos. E o que daria para detê-los. Esquecê-los. Não tê-los!
Pouparia o coração assustado. Existem melhores motivos para deixá-lo acelerado.
E por que é mais fácil lembrar de um sonho ruim do que de um sonho bom?
Por que o vazio inspira e a felicidade parece ter sua finitude tão breve? Como se atreve?
A humanidade e sua necessidade de sofrimento, a intensidade desse tormento, como se a felicidade fosse um evento, uma recompensa pelo bom comportamento.
E, em meio às marcas de mais uma noite mal dormida, todas as indagações da vida, pairando sobre mim entre mentiras e verdades
Enquanto ao redor, tanta raiva reprimida, tanta tristeza sentida... pouca força de vontade
Que às vezes é melhor ficar escondida, do que sentir culpa por sentir a tal felicidade.


Incubus - 11 am

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Equilíbrio

Desde crianças, o certo e o errado
Diante da crença, o bem e o mal
Diante da verdade, o positivo e o negativo
Diante da dúvida, os prós e os contras
Diante da certeza, a saúde e a doença
Diante da vida, o começo e o fim
Diante do egoísmo, o subjetivismo
Desde que o mundo é mundo, a busca interminável por equilíbrio
Para que pesar sentimentos, especialmente aqueles que te fazem sentir leve?