segunda-feira, 13 de junho de 2011

Você quando ama é intensa


E livre
E só quem esse amor vive
Sabe a diferença

Você quando cuida, é imensa
E abraço de gente estranha
E olhar de gente amiga
É recompensa

Você em sua saudade
É metade
É simples e composta
É pergunta sem resposta

Eu sou figura de linguagem
E te sigo nessa viagem
De conhecimento sobre humano
Simplesmente porque te amo

* Nota: texto contido no cartão anexo ao presente que ganhei no dia dos namorados, de mim mesma

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Oi você que está aí fora...

Já percebi que você me percebe.
É, acabei te espiando também.
Pode ser que tenhamos esbarrado em algum corredor.
E o tempo se encarrega de nos apresentar de acordo, se merecermos.

Como está o tempo?
Se não gelar as pontas dos meus dedos, já é convidativo.
Se eu ganhar um abraço quando sair, melhor.
Porque eu vou te contar que aqui anda frio, vazio e triste.
Estou olhando pela fresta, você ainda está aí.
Acho que é hora de te deixar entrar...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não adianta fechar os olhos


Trocar os lençóis
Mudar de casa
E planejar um jardim
Porque as melhores lembranças
Suas, minhas e nossas
Estão para sempre
Dentro de mim
E revivo todos os dias
Apesar de ouvir sempre que não devo
Quem adverte talvez não saiba
Então é pra vocês que eu escrevo

Sabe quando o elevador para
E a última coisa que a gente sente
É um frio na barriga?
Ou quando o dia acaba
E antes de anoitecer
O por do sol
Deixa as pessoas coloridas?
E quando
Todas as músicas da estação
Parecem ser sua preferida.
É fácil pra quem está junto
Falar simplesmente
“Você precisa esquecer”
Porque não sabe como é
Nem por um segundo
Ver tudo se perder
E não é questão de estado
De ficar parado
E inutilmente, esperar
É questão de ser
Para sempre apaixonada
E não conseguir explicar.

domingo, 24 de abril de 2011

Guerra dos Sexos


Alta para uma mulher, baixo para um homem.
E lá vem a sociedade colocando estereótipos na nossa cabeça novamente. Sim, a sociedade que, apesar do termo singular é um amontoado de gente que pluraliza tendências e enfia na nossa cabeça, como quando recheamos um porco para assar. E quem recheia o porco e coloca pra assar? A cozinheira, mulher. Porque o cozinheiro homem é chamado de Chef. Ele só indica o que a cozinheira deve fazer; inclusive lavar os pratos depois que os convidados terminarem de comer. Porque enquanto ela lava os pratos, o Chef recebe os elogios e todos os créditos.
Estou sentindo certo sarcasmo de minha parte e certo desnível da sociedade Darwinista (e Darwin era homem). As castas multiplicaram seus significados. Não se trata apenas de poder aquisitivo. É a lei da seleção natural valendo.
Em uma entrevista de emprego para secretária, todas as candidatas selecionadas são mulheres. Porque quando um homem é secretário, é secretário de Estado.
E quero que alguém me diga que “costureira” impõe mais respeito que “alfaiate”.
Dá até vontade de xingar. Só que palavrão é baixo para uma mulher, mas o homem deve dizê-lo em alto e bom som.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Discutível e debutável



“O Quinze” é o nome de um livro da Rachel de Queiroz, que eu ainda não li.
Quinze dedos são contados em duas mãos que brigam e uma que aparta.
Às quinze horas o sol já disse bom dia, o almoço já fez digestão e é quase hora de ir embora, descansar.
Quinze animais é muito para ter em casa, mas na floresta é extinção.
Quinze anos de carreira parece uma vida, enquanto quinze anos de idade é só o começo dela.
E tem gente que leva isso tão ao pé da letra que quer até debutar, ser apresentada à sociedade. Pois eu conheço a sociedade e não gosto tanto assim dela. E caso não saiba ainda, você já nasceu dentro dela, mas tem a opção de segui-la ou apenas dar uma espiadinha de vez em quando.

(para a minha irmã mais inteligente do que debutante, Raq)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Delírio II

Abro a janela, sinto o vento
Como quem quer me atirar
Pra dentro de uma doença,
E me dar histórias pra contar

Agora sou Cubas
Rei das viúvas
E da ironia após a morte
Quisera ter tido a sorte
E o tempo necessário
Para as realizações

Longe das páginas de Machado
Exponho algum pecado
E também minhas negativas
Com a vantagem de estar viva
Em uma era sem barões.

Delírio I

Okay, deve haver alguma razão pra eu gostar tanto de jogar paciência. Sim, aquele joguinho de cartas do windows. A princípio eu preferia o Super Mario... lógico né, nós, garotas, temos uma fase em que o principal ponto de atração envolve um homem dentro de um macacão. Ta, comentário pertinente, porém um pouco exagerado, já que o Mario é um encanador e não tem nada a ver, por exemplo, com o marido da Babalu de Quatro por quatro. Bom, o Mario tem como objetivo resgatar a princesa Peach, mesmo que ele não seja lá, um príncipe. E sim, eu acredito em príncipes. Pois bem, voltamos ao ponto inicial, em que a paciência, além de ser uma virtude, é o que me deixa mais próxima dos príncipes no momento. E só pra constar, o nome do jogo original é Solitaire... sugestivo?