terça-feira, 4 de outubro de 2011

Não, nós não temos bananas!



Sim, eu aceito.
Exemplo feliz, positivo e que adiciona (se é que vocês me entendem)
Sim, eu posso. Sim, eu faço. Sim, eu espero.
E por que não? E por que não o não?
Não, não tem problema.
Parece difícil, não é mesmo?
Mais fácil é mentir e dizer que pode quando não pode.
Tem razão, não custa nada.
Nem tempo, nem saliva, nem paciência.
Às vezes é só dinheiro.
E dinheiro todo mundo tem fácil, fácil. Certo?
Então esse post é mais uma perda de tempo pra você.
Pra você que sempre desvia para as pessoas passarem. E nunca se importa quando grupo enorme de pessoas passa à sua frente na fila do cinema, conseguindo lugares melhores que você. Nem se importa em buscar as crianças da vizinhança toda na escola. Não reclama se faltou o hambúrguer do seu sanduíche ou o gelo no seu refrigerante. Tá tudo bem pra você.
Só mais uma coisinha. Posso te pedir um favorzinho?

Por que mesmo que é assim?



Brinquei quando criança. Aprendi a ler, escrever. Escolhi meus favoritos. Atores, autores, diretores. Aprendi a cozinhar e gostei. Estudei, me formei. Arrumei um emprego legal, saí, arrumei outro legal. Namorei, tratei bem as pessoas. Não posso dizer que perdi algum amigo, ainda bem. Fiz tudo certo. Nunca menti nem ocultei fatos. Não gosto de lavar banheiro, mas tenho que fazer de vez em quando. Não gosto de acordar de um sonho bom e descobrir que era só sonho, de não saber o nome da música que está tocando no rádio, de ouvir gente falando errado e achando que está certo. Gosto de organizar DVD’s e livros por ordem alfabética. Gosto de sentir o vento da noite e continuar enrolada no edredon. De manter minhas unhas curtas. De música. De alguém gostar de mim pelo que escrevo, converso e não o que visto. Quando eu gosto, não duvide. Quando eu não gosto, eu falo mal, mas respeito. Não escondo nada, não procuro briga. Nunca. Odeio briga. Acho muito errado ser estúpida com a pessoa que escolhi para passar o resto da vida junto. E por que todo mundo que faz o contrário merece o mundo feliz que eu almejo e não se da conta disso?
É como um bazar de roupas usadas. Quando você doa simplesmente, as pessoas não se importam e jogam fora, mas se fizer com que paguem um mínimo valor por aquilo, elas cuidarão de suas aquisições.
Portanto, o que é meu tá guardado... e o de vocês também.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

.::eu e você::.


Já fiz de tudo. Ou quase.
Beijei o primeiro que me empurraram, fui pra balada, não fui pra balada.
Passei um tempo em casa... refletindo, assistindo filmes, comendo pipoca com manteiga, com caramelo. Fiz terapia, parei a terapia. Procurei terapias alternativas. Ainda não comecei nenhuma. Pensei em medicamentos. Não comprei nem tomei nenhum. Me empolguei com poucas coisas, perdi a vontade de muitas. Comprei livros novos. Estou lendo dois. Música continua sendo de extrema importância. Você também. Passei noites sem dormir e dias sem comer. Peguei receitas novas, fiz e convidei amigos para experimentar. Conheci tanta gente que aqui não vai caber. E nada de te esquecer.

***

Você continua aí. Vidinha normal, mundinho bacana. Quase não sai. Quando sai, não curte de verdade, mas engana bem. Não gosta de quem é, não sabe o que quer. Mas tem tudo na mão. Inclusive eu. Rosto lindo, porte ‘’acadêmico’’, cabeça cheia. Educação e oratória nota mil. Idéias boas, mas planos constantemente adiados. Parou de sonhar, parou de querer mais. É menino. Acha que não merece. E eu confio. E apoio. E te contemplo, razão do meu viver. E você, nada de me querer.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Eu te amo e você sabe disso. 
Mas não tema o compromisso 
ou uma pressão qualquer. 
Porque sua simples existência 
faz toda a diferença 
e acalma o coração dessa mulher. 
É você, o homem para a minha vida! 
E sua confusa despedida,  
me agoniza mês a mês. 
E mesmo que eu negue 
e não me entregue, 
é por você que me apaixono mais uma vez.

"Assentos" Ortográficos

Olá mundo!
Parece que as acomodações estão muito boas mesmo porque ninguém tem vontade de se mexer ou parece se importar com... bem.... nada. Novidades para todos. Burrice existe... e pega! Ah, e ignorância é outra coisa. A primeira desculpa é a falta de tempo (= falta de interesse e preguiça).
Ignorante é o Chico Bento, e mesmo assim ele vai à escola. Contudo, para que o personagem fosse criado, o autor precisou pesquisar bastante o regionalismo envolvido e então construir a trama. Ambientação, linguagem, enredo.
É, mundão que a gente vévi... onde todos trocam circunflexos por agudos, sem entender que a dor mais aguda é a de ouvir isso dia a dia. Quando a gente asseste a televisão, numa fila de banco, no cabelelero  e especialmente postos de saúde! E para que teje bem explicado, pra mim não ter que desenhar, vamos colaborar um pouquinho. Aceitar correções, ler, ouvir... Isso é evolução pessoal. É uma gotinha de água no bico de um passarinho que ajuda apagar o incêndio na floresta.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

É você


É você que me deixa assim
Ora estática, ora louca
Tirando toda a roupa
Me levando ao paraíso

É você que me deixa assim
E não importa o que você não faz
Ou o que deixa para trás
Você tem o que eu preciso

É você que me deixa assim
E eu já não consigo esconder
Essa cara de boba
Esse coração que não para
Quando pensa em você

É, você me deixa, assim
Assim que eu abrir os olhos
Recolher os restos
Polir os ossos
Voltar à estaca zero

Porque...

É você quem está sem mim
Custa receber-me de braços abertos?
E os olhos, descobertos
Aceita, enfim, que eu te quero.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tá rindo de quê?



Do pouco que eu ganho ou do muito que eu faço?
Dos telefonemas que eu não recebo?
Dos parentes que eu não vejo mais?
Ou do amor que me deixou?

Tá rindo de quê?
Das risadas tristes, sufocadas
Na minha cara vermelha
Onde também escorre água e sal
Ou dos meus sonhos parados na esquina
Enquanto a realidade varre o meu quintal

Então ria da inconformidade
Ria da propaganda eleitoral
Das lixeiras vazias e o chão coberto
Ria de quem não chega perto
Ria do preconceito racial
Das mãos atadas, não-dadas, machucadas
Do instinto maternal
Então ria das crenças e dos defeitos
E da falta de respeito
Desse mundo desigual.