quarta-feira, 5 de março de 2014

Um toque

Muito fala-se em sentimentos.
E, ao passar para o papel, a memória dos outros sentidos bate em retirada e ultrapassa, desesperadamente, o arrepio do coração. Não há como escapar. Posto que arrepio remete à uma característica tangível. E essa necessidade de toque físico se deve à falta de argumentos para descrever o sentimento de uma forma que ele possa ser visualizado, desenhado, colorido, emoldurado, pendurado... O corpo é a materialização mais fiel das emoções. O corpo chora, lamenta, ri, dança, abraça, respira. E, em meio às vicissitudes da vida, encontra-se uma forma de ser, tangivelmente intangível.


The Doors - Touch me

(Não minto e não exagero quando digo que gosto de quem me inspira, para que eu possa exalar sempre o melhor.)

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