Sentir é a melhor coisa que existe.
Privar-se disso só por um medo ridículo de sofrer é pensar além do que a palavra futuro significa.
Pare e viva hoje.
Amanhã o sentimento muda, fortifica ou acaba.
Tanto faz.
É só não esperar.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Um toque
Muito fala-se em sentimentos.
E, ao passar para o papel, a memória dos outros sentidos bate em retirada e ultrapassa, desesperadamente, o arrepio do coração. Não há como escapar. Posto que arrepio remete à uma característica tangível. E essa necessidade de toque físico se deve à falta de argumentos para descrever o sentimento de uma forma que ele possa ser visualizado, desenhado, colorido, emoldurado, pendurado... O corpo é a materialização mais fiel das emoções. O corpo chora, lamenta, ri, dança, abraça, respira. E, em meio às vicissitudes da vida, encontra-se uma forma de ser, tangivelmente intangível.
E, ao passar para o papel, a memória dos outros sentidos bate em retirada e ultrapassa, desesperadamente, o arrepio do coração. Não há como escapar. Posto que arrepio remete à uma característica tangível. E essa necessidade de toque físico se deve à falta de argumentos para descrever o sentimento de uma forma que ele possa ser visualizado, desenhado, colorido, emoldurado, pendurado... O corpo é a materialização mais fiel das emoções. O corpo chora, lamenta, ri, dança, abraça, respira. E, em meio às vicissitudes da vida, encontra-se uma forma de ser, tangivelmente intangível.
The Doors - Touch me
(Não minto e não exagero quando digo que gosto de quem me inspira, para que eu possa exalar sempre o melhor.)
50 tons de pós carnaval
Amanhece e nem sinal das serpentinas. Há apenas algumas horas, a festa prometia não ter fim.
Parece até que foi ontem.
Tudo era cor, som, suor e sorrisos. Até mesmo de quem culpa religiões, política e a sociedade pelos feriados, mas que os aproveita como se não houvesse uma quarta feira de cinzas para o retorno ao trabalho.
Pouco antes do meio dia, ruas lotadas, caras amarradas. O sorriso também se foi. As máscaras, nem todas. Trabalhar é preciso. Lógico, porque quem irá atender todas aquelas pessoas irritadas que acordaram com um desejo absurdo de sair de casa e passear pelas lojas, e parcelar, e reclamar que o comércio não abriu cedo? Sim, porque o mundo festeja e ninguém toma conta do caixa, da segurança e das vendas dos antiácidos. Imagina na copa. A la la ô.segunda-feira, 3 de março de 2014
99.9%
Qual o teor alcoólico do amor? É possível embriagar, mesmo com toda a glicose, da doçura desse sentimento? Quais os efeitos colaterais? Aquela alegria instantânea, depois vômitos, náuseas, intensas dores de cabeça, perda de memória? Cria, por um momento, a coragem necessária para as confissões mais absurdas, os desejos mais secretos, as performances mais improváveis. Imagina-se quanto tempo dura até que se possa começar de novo. Porque ninguém nunca parece satisfeito. E há quem coloque a culpa na bebida. Você colocaria a culpa no amor?
Bush - Cold Contagious
domingo, 2 de março de 2014
AGRADEcimento
Obrigação? Não, obrigada. Qualquer força usada, proferida, lançada, tira todo o agradar de qualquer agradecimento. Deixa só o peso do cimento. Ou toda aquela tara sem o peso.
Qualquer ser, estar, parecer, permanecer, ficar ou outro verbo de ligação que me desligue de mim e me ligue à desconfortos, tire do meu porto e traga o passado morto é desnecessário. Assim como marcar horário. Como as distâncias não solicitadas, as proximidades não programadas, as confissões afogadas.
Usar a força com brutalidade, pode acabar perdendo a cedilha contra a vontade.
Barenaked Ladies - Told you so
Drops #6
E então eu te vi.
Antes disso, não lembro... como estava, o que fazia, o que pensava…
Até porque tudo sumiu quando você passou. Senti um vento mais forte. Que bagunçava seus cabelos. E seu abraço me fez torcer para que você não percebesse o quanto eu tremia. Só sei que na combinação das cores, na conspiração dos acordes, no pulsar alterado, eu não queria que aqueles segundos acabassem. Você também se sentiu assim?
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Delírio VIII - Sociedade
Ah, sociedade!
social cidade
silenciosa vontade
assassina autenticidade
silenciosa vontade
assassina autenticidade
associa saúde
sem assiduidade
suicida, saudade
discriminalidade
diz criminalidade
sem assiduidade
suicida, saudade
discriminalidade
diz criminalidade
sobriedade
saciedade
ansiedade.
saciedade
ansiedade.
Eddie Vedder and Johnny Depp - Society
Assinar:
Postagens (Atom)