quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Assentos" Ortográficos

Olá mundo!
Parece que as acomodações estão muito boas mesmo porque ninguém tem vontade de se mexer ou parece se importar com... bem.... nada. Novidades para todos. Burrice existe... e pega! Ah, e ignorância é outra coisa. A primeira desculpa é a falta de tempo (= falta de interesse e preguiça).
Ignorante é o Chico Bento, e mesmo assim ele vai à escola. Contudo, para que o personagem fosse criado, o autor precisou pesquisar bastante o regionalismo envolvido e então construir a trama. Ambientação, linguagem, enredo.
É, mundão que a gente vévi... onde todos trocam circunflexos por agudos, sem entender que a dor mais aguda é a de ouvir isso dia a dia. Quando a gente asseste a televisão, numa fila de banco, no cabelelero  e especialmente postos de saúde! E para que teje bem explicado, pra mim não ter que desenhar, vamos colaborar um pouquinho. Aceitar correções, ler, ouvir... Isso é evolução pessoal. É uma gotinha de água no bico de um passarinho que ajuda apagar o incêndio na floresta.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

É você


É você que me deixa assim
Ora estática, ora louca
Tirando toda a roupa
Me levando ao paraíso

É você que me deixa assim
E não importa o que você não faz
Ou o que deixa para trás
Você tem o que eu preciso

É você que me deixa assim
E eu já não consigo esconder
Essa cara de boba
Esse coração que não para
Quando pensa em você

É, você me deixa, assim
Assim que eu abrir os olhos
Recolher os restos
Polir os ossos
Voltar à estaca zero

Porque...

É você quem está sem mim
Custa receber-me de braços abertos?
E os olhos, descobertos
Aceita, enfim, que eu te quero.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tá rindo de quê?



Do pouco que eu ganho ou do muito que eu faço?
Dos telefonemas que eu não recebo?
Dos parentes que eu não vejo mais?
Ou do amor que me deixou?

Tá rindo de quê?
Das risadas tristes, sufocadas
Na minha cara vermelha
Onde também escorre água e sal
Ou dos meus sonhos parados na esquina
Enquanto a realidade varre o meu quintal

Então ria da inconformidade
Ria da propaganda eleitoral
Das lixeiras vazias e o chão coberto
Ria de quem não chega perto
Ria do preconceito racial
Das mãos atadas, não-dadas, machucadas
Do instinto maternal
Então ria das crenças e dos defeitos
E da falta de respeito
Desse mundo desigual.

terça-feira, 19 de julho de 2011

E é assim que acontece

Pois este que me aquece
Me tira o freio
Me consome
Só assim ele some
Se for do mesmo jeito que veio

Porque não adianta o esforço
se a vontade é virar o pescoço
e buscar o que está lá atrás

Então o jeito é cuidar do amor que chora
Quem sabe ele não evapora
e aceita o seu "nunca mais"

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Algumas vezes cruzei a Saudade...


Mas na maioria das vezes, desci paralelamente. Sem me preocupar com a Saudade ao lado. Hoje, quando volto das companhias diárias num expresso para a solidão, eu passo pela Saudade. E todos os dias nessa vida que começa na morte, nessa via de mão única que desce, e não me esquece. E que chama Saudade. Que me leva pela metade. Porque já tem um tempo que eu não ando por aí completa. E, embora queira parecer discreta, quanto à essa dor concreta. Estou caindo aos pedaços, devido aos espaços entre você e eu. Enquanto você insiste que tudo morreu. E fico na vontade. À espreita de outra realidade que, quem sabe por ventura, cruze a Saudade.

*Saudade está com letra maiúscula porque é uma referência à avenida no bairro Campos Elíseos, em Ribeirão Preto – SP e a saudade, aquela falta que aperta o peito.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Não peço que me entenda


Ou que me atenda
Se eu ligar de vez em quando
Para saber as novidades
Ou dividir as felicidades
Ou contar o que ando sonhando
Não peço que me espere
Se eu estiver atrasada
Ou aparecer na hora errada
Com a cara fechada
Não te peço nada

Mas agradeço se quiser ficar,
Entender, me fazer sorrir
E se me aceitar
Não vou ter nada mesmo pra pedir.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Próximo >>



A gente nunca fica completamente “à toa”, não é mesmo?
Um momento curtindo preguiça é um momento curtindo preguiça. E é sagrado. Se fosse à toa, poderia facilmente ser substituído por algo que se aproveitasse melhor.
Eis que em um momento à toa, descobri o “Próximo Blog”.
Ao acaso, como é mais gostoso, descobri coisas muito interessantes.
Próximo é o que vem em seguida, após, depois de algo. E não é legal ficar parado em um instante, por mais incrível que seja e que dê vontade de vivê-lo para sempre. Temos que dar espaço para o próximo. Fazer “durar infinitamente até a próxima vez” (do “próximo blog” From Hell).
Em, “Procurando Nemo”, o bordão “Continue a nadar” e em “A família do futuro”, o bordão “Siga em frente” (ambos da Disney/Pixar) apostam nessa ideia para as crianças. Então por que parece tão difícil quando se trata de nós?
Evitar a evolução. Isso não combina com a gente.
Então... Keep Walking.