sábado, 10 de março de 2012

Eu, feminina?



Não me sinto bem em cima de um salto, mas descobri que maquiagem de vez em quando não faz mal.

Adoro jogar videogame, sinuca e dormir abraçada. Falo palavrão e escrevo as cartas de amor mais incríveis que você poderia receber.
Tenho queda pelos tímidos, mas todos me encantam... não consigo evitar.

Não sei contar piadas. Mas sei rir. E muito.
Choro fácil e sou difícil de esquecer.

Sou crua! Olho em volta e não tenho inveja de ninguém. Cabelos, olhos, corpo, boca. Nada me faz querer trocar pelo que já tenho. Me sinto feliz. Dos outros quero abraço, sorriso e, dependendo do caso, mordida e olhares maliciosos. Porque eu olho no espelho e gosto do que vejo. Não desejo as dores de ninguém, namorado de ninguém, a vida de ninguém. Porque eu me amo. E porque eu me amo, estou pronta para te amar... onde quer que você esteja.

Eu feminina? Claro! Com todas as letras... e mais um pouco. Embaralhe e terá Menina F(oda). Não sei disfarçar o que sinto. Autenticidade e empolgação com um toque de sarcasmo. E um exagero sem tamanho. Isso tudo é parte de mim. Quer encarar?


segunda-feira, 5 de março de 2012

O pós venda na era digital



O título dá um ar de que, finalmente, falarei de algo sério. Sorry people.
Na verdade, eu falo sobre coisas sérias, com um jeito prissílabas de ver o mundo. O que torna tudo mais compreensível. Afinal o público que me lê não está interessado em bolsa de valores, do contrário não estariam aqui.
Certo. Vamos ao que interessa.

Numa época em que as pessoas ainda não aprenderam ganhar dinheiro e vendem até a mãe em banquinhas montadas precariamente no calçadão, você pensa (mais uma vez) que o mundo está perdido.
Só quem trabalhou no comércio sabe duas coisas:
*clientes, pasmem, gostam de toda aquela atenção
*quando na posição de clientes, os vendedores geralmente não querem nem ser atendidos, só pegar e pagar.
Traumas à parte, é sempre bom realizar um pós venda. Se com pessoas que você conhece na balada, quer manter contato, por que não com um cliente que, ainda ajuda no seu rendimento financeiro?
Fazer com que ele volte é parte da sua missão. (Parece dica de revista feminina).
CRM deveria ser Carinho Recíproco e Maternal.
É a lei da sobrevivência no mundo dos negócios.
E não tente aplicar nos assuntos do coração, porque você pode se decepcionar com a comissão.



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Delírio III



“Se sou feliz? Não sei. Pergunte-me daqui alguns anos”.*

Gostamos de adiar respostas.
De viver na mediocridade dos nossos dias sonhando em protagonizar um conto de fadas, como na ficção. Sem lembrar que a ficção é inspirada na vida real.
Crescemos acreditando que o que é bom está reservado para acontecer no final.
Sofremos à toa. E antecipadamente.
Não vivemos na era medieval e justas ainda são as lutas... para entrar em um jeans.
O mundo muda a cada segundo e ficamos com medo de arriscar e ficar para trás.
Esquecemos que sabemos correr, se precisarmos.
Quanto a dançar conforme a música, podemos compor a nossa própria sinfonia.
Nada é impossível, mas é muito mais fácil perguntar do que fazer.
E não vamos esquecer que o mundo conspira quando desejamos muito algo.
E se a vontade é viver um conto de fadas mesmo, fantasias de príncipes e cavalos brancos podem ser alugados. Mas a majestade está dentro de cada um.

* O episódio piloto da série Once and Again começa com essa frase flutuando na boca do protagonista.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

O que realmente importa



Não me importa se a minha letra mudou. Se o meu cabelo cresceu. Se o meu sonho não se realizou ou e alguém me esqueceu.
Não importa se eu mudar de ideia algum dia. Ou todos os dias. Ou não mudar de ideia nunca.
Não importa se algumas pessoas não gostam de mim. Mesmo que eu goste delas.
Não me importo com gente falando pelas minhas costas. Ou que seja na minha cara. Ou que me arranje apelidos. Ou que não fale comigo de jeito nenhum.
O que importa é que, apesar da letra, dos cabelos, dos sonhos e das pessoas, eu não me sinta infeliz nunca.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Obrigada?



Eu soube o tempo todo que era você. E, no entanto, hoje em dia isso não adiantaria mais nada, entende? O simples saber. Eu sei de muitas coisas que não faz a menor diferença se eu sair por aqui contando. Então eu guardo, assim como faço com você. Guardo na lembrança. Porque te esquecer eu já tentei, mas isso não existe, não funciona, não é opção. Então aprendi a viver com isso. E desde que aprendi tudo se tornou mais ameno e melhor. Sempre respondo que estou ótima... e sempre estou. Porque eu não sinto mais a sua falta. Porque eu acho que não sinto mais nada. E, pela primeira vez me permito fazer as maiores loucuras e gostar disso sem me preocupar. Não sei se devo agradecer alguém, talvez só a mim mesma. Pela espera, pelas sensações que nunca ignorei. E por favor, não descubra que o tempo todo era eu, porque agora acho que não adianta mais.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fases em frases




Pequenas promessas de bons momentos.
Momentos curtos, mas promissores.
Beijo que vale a pena esperar.
Sexo que vale a pena experimentar.
Uma vida traduzida em segundos.
Ou os segundos que valem pra vida toda.
O melhor amor.
O maior tesão.
A saudade, o sonho, o desvio de pensamento.

É tanta gente que passa por aqui
Nessa cabeça, nesse coração...
Ou apenas por esses olhos.
E que ficam, ou que vão.

E a gente é gente que passa por aí
Em outras cabeças, outros corações.
Ou apenas por outros olhos.
Sem saber as emoções que provocou

Se é tentador, por que não tentar então?



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Por enquanto é isso


Eu quero é construir pontes de mãos dadas
E caminhar por elas sem medo de cair
Parar um instante nas beiradas
Observando o curso da água seguir

Atravessar indo e voltando
Ora sozinha, ora em bando
Em silêncio ou cantarolando
Sem pressa, andando

Quero com elas abraçar os dois lados
Para que todos se sintam amados
E não hajam discriminados, violados, violentados
Apenas pessoas iluminadas
Porque eu quero é construir pontes de mãos dadas